terça-feira, 5 de setembro de 2017

ÍNDICE PARA CELULARES

ÍNDICE ALFABÉTICO 

índice por assunto 

SOMOS A CARTA DE CRISTO



Diz o trecho de 2 Cor 3,3:
"Não há dúvida de que vós sois uma carta de Cristo, redigida por nosso ministério e escrita, não com tinta, mas com o Espírito de Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne, isto é, em vossos corações."
      Qual é o alcance dessa frase: “Ser uma carta de Cristo”? Eu ouvi uma homilia sobre isso pela primeira vez nos anos 70, pelo administrador apostólico da região Leste II, São Paulo, Francisco Massant. Impressionou a todos, pois quase nunca prestamos atenção a esses “detalhes” da pregação de S. Paulo Apóstolo.
Ser carta de Cristo implica em muita responsabilidade de nossa parte: vida íntegra, sem desânimo, reerguer-se sempre quando pecar, confiar sempre e totalmente na Graça de Deus, amar a todos, partilhar com os mais necessitados, estar sempre à disposição para praticar a caridade, seja ela material ou espiritual, praticar a própria religião, ou seja, se for católico, ir sempre à Missa, participar efetivamente dela e não apenas estar de “corpo presente” como em Missas de defunto, participar de algum grupo comunitário etc.
Para conseguir tudo isso, ou seja, para ser uma verdadeira carta de Cristo, devemos amar a oração e dedicarmos a ela uma boa parte de nosso dia. Sem a oração, diz o bispo emérito Dom Angélico Sândalo Bernardino, nós viramos bichos. Dizia um padre de minha infância, o Pe. Antônio Maffei, que quem não reza para dormir nem levantar-se, “deita burro e levanta cavalo”.

É isso aí. Sermos cartas de Cristo para o mundo todo, mas principalmente para as pessoas que nos rodeiam. E se passarmos uma parte de nossa vida como “carta devolvida”, vamos tomar novo fôlego, confessarmo-nos, retomar nossa vida, perdoarmo-nos, e estarmos certos de que Deus sempre perdoa a quem pede perdão e nos concede nova chance de sermos santos. E ele nos reenviará como cartas autênticas dele.  

sábado, 2 de setembro de 2017

EREMITÉRIO EM GOIÁS










É da Comunidade Eremítica Frades Menores de Maria, Frei Carmelo. Eis o que ele diz de si mesmo:

"Deus, mandou que eu viesse para o Brasil, no estado de Goiás. Ali naquele interior goiano consegui ganhar um terreno, e comecei a construir um eremitério do nada; perto de uma cidade que se chama Niquelândia, mais ou menos a 50 km fica um povoado que se chama Faz Tudo ou Vila Taveira, a uns 3,5 km esse povoado no mato fica onde moro, o Eremitérios Cristo Rei, onde estou trabalhando a mais ou menos a 4 anos".

"Ali existe um refeitório, cozinha, 6 sanitários, 7 celas (quartos), uma biblioteca, uma pequena oficina para trabalhos manuais. A 50m desta estrutura estou construindo uma igrejinha toda em pedra, em estilo medieval, porque gosto muito deste estilo. Já foi construída a igreja".


"É árdua a missão, mas cheia de gozo e glória. Coragem! Pequeno é o sofrimento, mais infinita é a gloria. O eremitério é um lugar de oração, uma casa de oração, porque o eremita escutou a palavra de Jesus que diz” a minha casa é casa de oração”. Bem aventurados os convidados para o banquete do reino. O Que mais? Temos a escravidão, uma corrente de ferro em uma das pernas sinal visível que somos escravos de Jesus e Maria. E nesta forma de viver faz para nos aula o Santo Luiz Grignon de Montfort, Com sua Obra “O tratado a verdadeira devoção a Nossa Senhora e o segredo do santo rosário”. Deus que ama a santidade e Nossa Senhora aquela que fez tudo aquilo que Deus lhe pediu sem lhe desobedecer em nada, ajuda-nos, acompanha-nos, defenda-nos e ajuda-nos até chegarmos ao final, a Jerusalém Celeste". 

Quem desejar conhecer melhor essa comunidade, veja o site dele:

sábado, 26 de agosto de 2017

A VIDA RELIGIOSA


Vida religiosa é a vocação de pessoas que vivem em pequenas comunidades, numa congregação religiosa, fazem os três votos: de castidade, de pobreza e de obediência (algumas fazem um quarto voto, que varia de congregação para congregação) e obedecem a um superior local, que, por sua vez, obedece a um superior regional e nacional. 

Muitos jovens me perguntam pelo facebook como fazer para entrar na vida religiosa.

Eu lhes respondo, com algumas variações, isto que segue: 

A primeira coisa é ter amizade, entrosamento e participação na paróquia em que você vive.

A segunda é ter uma vida de oração, não de orações rápidas, mas um pouco mais prolongada. A oração é a base da vida religiosa.

Terceiro, tem que saber obedecer. Quem tem dificuldades para obedecer não dá certo na vida religiosa.

Quarto, é preciso saber controlar os instintos, já que a vida religiosa não tira as tendências de ninguém. Por toda a vida, até mesmo na velhice, os instintos continuam vivos.

Quinto, é preciso ter certeza de que você não está buscando a vida religiosa para fugir de si mesmo (timidez, preguiça de trabalhar, comodismo) ou de alguma coisa exterior (incapacidades, defeitos, frustrações, falta de emprego etc).

É bom conversar com um religioso aí de perto de você sobre o assunto, e ser sincero para com ele. 

A vida religiosa não é brincadeira, não é algo romântico como se apresenta em alguns filmes, como o “Irmão Sol, Irmã Lua”, de Franco Zefirelli. 

Durante o seminário menor de uma congregação missionária eu ouvia falar muito das missões de modo poético. Havia um livro de poesias missionárias muito bonito, mas o autor mesmo do livro deixou o sacerdócio, casou-se e morreu no ano passado, bem idoso.

Uma de suas poesias era “O Barco da Madrugada”, que até foi musicada. Eu me lembro apenas de algumas palavras: “O barco da madrugada, vai me engolfar noutro mar. Direi adeus pátria minha, o último adeus talvez. E se Deus quiser que eu não volte outra vez, meu coração te deixo, ó Mãe Celestial. Não tenho medo das águas, nem fúrias do furacão. É sorte a quem os céus busca achar sua tumba no mar”. 

O jovem era levado por essas poesias e fantasias sobre a vida religiosa e se decepcionaria, mais tarde, ao ver que ela é feita de pessoas humanas limitadas, e muita renúncia. É fácil imaginar uma vida bonita, dedicada a Deus, baseada na renúncia, mas é difícil praticar essa vida. A natureza humana é muito forte e nos arrasta para a “sensualidade”, como diz Santa Catarina de Sena, até a mais extrema velhice. 

Vemos pessoas que vivem a vida religiosa falarem dela com prazer, como algo sublime, mas, se entrarmos em sua vida íntima, veremos quantas provações aquela pessoa vive para se manter intacta. Sobretudo, é necessária muita oração. 

A alegria de quem segue sinceramente esse tipo de vida é autêntica. Realmente, quando nos santificamos na vida religiosa, sentimos uma paz profunda e inexplicável, mesmo com os problemas e sofrimentos do dia a dia. Quando “nós nos temos em nossas mãos”, como dizia Dom Luca Moreira Neves no retiro de minha ordenação sacerdotal, ou seja, quando vivemos de modo a dominarmo-nos plenamente, a alegria é constante em nossa vida, por mais árido que seja o ambiente em que vivemos.

Mais uma vez repito, esse auto domínio, baseado no que Santa Catarina de Sena chama de auto conhecimento (só tem um auto domínio quem se conhece plenamente e humildemente assume suas fraquezas para melhor dominá-las), só é conseguido pela oração humilde, pela sinceridade em nos apresentarmos a Deus como somos realmente, com todas as quedas e fraquezas, e não como gostaríamos que fôssemos. 

Em resumo: quem abraça a vida religiosa pensando que é forte e que vai conseguir santificar-se sozinho e com pouca oração é, no mínimo, ingênuo. Só com a ajuda de Deus é que podemos nos santificar. Sozinhos, nada conseguiremos. Por isso é que é preciso que antes de se doar a uma vida dessas, a pessoa reflita se tem verdadeiras condições psicológicas, físicas e espirituais para isso.



Eu explicaria assim aquela parábola de Jesus sobre o construtor que começa a casa e não pode terminá-la porque faltou dinheiro. Ele termina a história dizendo: “"Assim, pois, qualquer um de vós que não renuncia a tudo o que possui não pode ser meu discípulo." (Lucas 14, 33). Muitas vezes vamos ter que renunciar às próprias ideias para podermos progredir no caminho da santidade. Deus sabe melhor do que nós do que realmente precisamos.

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

A NOVIDADE DA ESPERANÇA CRISTÃ


Cidade do Vaticano (Quarta-feira, 23-08-2017, Gaudium Press) O encontro desta quarta-feira com os milhares de fiéis na Audiência Geral foi realizado na Sala Paulo VI.



A catequese de Francisco foi inspirada na passagem do Apocalipse: "Eis que faço novas todas as coisas", para falar sobre a "novidade da esperança cristã", uma esperança "baseada na fé em Deus que sempre cria novidades na vida do homem, na história e no cosmos. Novidades e surpresas".

Olhar para o Horizonte último

"Não é cristão caminhar com o olhar voltado para baixo - como fazem os porcos: sempre vão assim - sem levantar os olhos para o horizonte, como se todo o nosso caminho se consumisse aqui, no palmo de poucos metros de viagem; como se na nossa vida não existisse nenhuma meta e nenhum ponto de chegada, e nós fossemos obrigados a um eterno vaguear, sem nenhuma razão para tantas nossas dificuldades. Isto não é cristão", disse o Papa.


E Francisco explicou que "As páginas finais da Bíblia nos mostram o horizonte último do caminho do crente: a Jerusalém do Céu, a Jerusalém celeste", "imaginada antes de tudo como uma grande tenda onde Deus acolherá todos os homens para habitar definitivamente com eles. E esta é a nossa esperança".


Quando estiver com Deus, o que fará Ele comigo?


Mas quando estivermos com Deus, o que Ele fará conosco?, perguntou Francisco e logo respondeu:

"Usará uma ternura infinita em relação a nós, como um pai que acolhe os seus filhos que passaram por muitas dificuldades e sofreram muito".

Foi então que aconselhou seus ouvintes a ler e meditar, de maneira concreta, a profecia de João em Apocalipse 21,3-5. Ali São João diz que Deus enxugará as lágrimas de todas as faces e fará novas todas as coisas. Faça isso, recomendou Francisco, "depois de ter visto o telejornal ou as manchetes dos jornais, onde existem tantas tragédias, onde se fala de tantas notícias tristes às quais todos correm o risco de se acostumar":


"Procurem pensar nos rostos das crianças amedrontadas pela guerra, ao choro das mães, aos sonhos desfeitos de tantos jovens, aos refugiados que enfrentam viagens terríveis. A vida infelizmente é também isto. Às vezes se diria que é sobretudo isto".


E recomendou que diante desta realidade relembrasse que "existe um Pai que chora conosco; existe um Pai que chora lágrimas de infinita piedade em relação aos seus filhos. Nós temos um Pai que sabe chorar, que chora conosco. Um Pai que espera para nos consolar, porque conhece os nossos sofrimentos e preparou para nós um futuro diferente".


Visão da Esperança Cristã


"Esta é a grande visão da esperança cristã, que se dilata sobre todos os dias da nossa existência, e nos quer reerguer!", exclama Francisco.


Deus não criou a nossa vida por equívoco, "obrigando a Si mesmo e a nós a duras noites de angústias", mas nos criou "porque nos quer felizes. É o nosso Pai, e se nós aqui, agora, experimentamos uma vida que não é aquela que Ele quis para nós, Jesus nos garante que o próprio Deus está operando o seu resgate. Ele trabalha para nos resgatar".


Viver é um lento declínio?


O Papa disse que algumas pessoas acreditam que "a vida ofereça todas as suas felicidades na juventude e no passado, e que o viver seja um lento declínio", ou que "as nossas alegrias sejam esporádicas e passageiras, e na vida dos homens esteja inscrita uma falta de sentido. Os que, diante de tantas calamidades dizem: "Mas, a vida não tem sentido. O nosso caminho não tem sentido".

A advertência veio logo a seguir:

"Mas nós cristãos não acreditamos nisto":

"Acreditamos, pelo contrário, que no horizonte do homem existe um sol que ilumina para sempre. Acreditamos que os nossos dias mais belos estão ainda por vir. Somos gente mais de primavera do que de outono: vemos os brotos de um mundo novo antes que as folhas amareladas nos ramos. Não nos refugiamos em nostalgias, arrependimentos e lamentações: sabemos que Deus nos quer herdeiros de uma promessa e incansáveis cultivadores de sonhos".

Eu sou uma pessoa de primavera ou outono?

O Pontífice recomendou como um conselho: "Não esqueçam a pergunta: Eu sou uma pessoa de primavera ou outono? De primavera, que espera a flor, que espera o fruto, que espera o sol que é Jesus, ou de outono, que está sempre com o rosto olhando para baixo, amargurado e, como disse às vezes, com a cara de pimentão no vinagre?".


Para Francisco, o cristão sabe que o Reino de Deus, o seu Senhorio de amor "está crescendo como um grande campo de trigo, mesmo que no meio exista a cizânia. E no final o mal será eliminado":

"O futuro não nos pertence, mas sabemos que Jesus Cristo é a maior graça da vida: é o abraço de Deus que nos espera no final, mas que já agora nos acompanha e nos consola no caminho. Ele nos conduz à grande tenda de Deus com os homens, com tantos irmãos e irmãs, e levaremos a Deus a recordação dos dias vividos aqui embaixo".

Nós choraremos. Choraremos de alegria... porque cultivamos sonhos.

Segundo afirma o Papa, então, "será bonito descobrir naquele instante que nada foi perdido, nenhum sorriso, nenhuma lágrima. Mesmo que a nossa vida tenha sido longa, nos parecerá de ter vivido um sopro. E que a criação não para no sexto dia da Gênesis, mas prosseguiu incansável, porque Deus sempre se preocupou conosco. Até o último dia em que tudo se cumprirá, na manhã em que se enxugarão as lágrimas, no instante mesmo em que Deus pronunciará a sua última palavra de bênção: "Eis que faço novas todas as coisas". Sim, o nosso Pai é o Deus das novidades e das surpresas. E naquele dia nós seremos realmente felizes, e choraremos. sim, mas choraremos de alegria".

E isso tudo acontecerá porque "Nós acreditamos e sabemos que a morte e o ódio não são as últimas palavras pronunciadas sobre a parábola da existência humana. Ser cristão implica uma nova perspectiva: um olhar cheio de esperança (...) sabemos que Deus nos quer herdeiros de uma promessa e incansáveis cultivadores de sonhos". (JSG)


(Da Redação Gaudium Press, com Informações RV)


Autoriza-se a sua publicação desde que se cite a fonte.

sábado, 19 de agosto de 2017

A FÉ DA MULHER PAGÃ



20/08/2017



Na missa que era para ser rezada hoje, do 20° domingo do tempo comum, foi substituída pela festa da Assunção de N. Senhora. Vamos perder um evangelho muito bonito e que confirma a atitude coerente do papa Francisco. Ele está seguindo o evangelho, que infelizmente com o decorrer dos séculos foi um pouco deixado para trás por causa da burocracia eclesiástica.

É Mateus 15,21-28. Uma mulher pagã, ou seja, que não era do povo judeu (hoje diríamos que não era batizada e seria estrangeira, e de um povo que sempre teria tido ódio de nosso povo). pedia que Jesus curasse sua filha. Jesus não ligou. A mulher insistiu. Jesus lhe disse que não podia dar os pães aos cachorrinhos (era assim que apelidaram os cananeus). A mulher lembrou Jesus que os cachorrinhos comem as migalhas que caem da mesa dos que estão se banqueteando. E era isso mesmo: nas casas dos ricos, eles limpavam os dedos (comiam a carne com as mãos) com miolos de pães que eram jogados ao chão e comidos pelos cachorros. 

Jesus disse, então à mulher PAGÃ e cananeia, ou seja, inimiga dos judeus, o que poucas vezes dissera: “GRANDE É A TUA FÉ”! Gente, lembro-lhes que no evangelho do domingo passado Jesus disse a PEDRO; “HOMEM DE POUCA FÉ”! E Pedro, como sabemos, foi depois o primeiro papa, nomeado pelo próprio Jesus. 



Isso mostra como o papa Francisco está certo ao estender o cristianismo a todos, sem distinção. Precisamos vencer esse paradigma e sermos missionários deste novo tempo! (Paradigma é quando a gente acha que deve continuar tudo como está, que não há como superar esta ou aquela dificuldade). 

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

EREMITAS AUTÔNOMOS DE JESUS MISERICORDIOSO


(17/08/2017) - PARA PESSOAS DE AMBOS OS SEXOS QUE NÃO TÊM POSSIBILIDADE DE FAZER SUA CONSAGRAÇÃO NA DIOCESE. (edição revisada e mais concisa)




(Após as regras resumidas, se gostar, veja o comentário e os links necessários)


REGRA DE VIDA DOS (DAS) EREMITAS DE JESUS MISERICORDIOSO
(regras revisadas e postagem mais concisa)

1- Rezar pelo menos 3 horas diariamente (o dízimo de 24 horas são 2 h e 24 minutos).
2- Rezar diariamente a Hora Santa, mesmo sem a presença do Santíssimo.
3- Confessar-se sempre que for necessário, ou pelo menos duas vezes por ano: na quaresma e no advento.
4- Comungar o mais frequentemente possível; se puder, uma vez por dia. Caso não possa, ao menos uma vez por semana, na Santa Missa dominical.
5- Participar de alguma atividade paroquial, como visitar os doentes e ajudar os pobres, numa certa regularidade.
6- Fazer ao menos 15 minutos de leitura e meditação da bíblia diariamente, além das outras leituras espirituais.
7 - Rezar ao menos um rosário (quatro terços) diariamente, a pedido de N. Senhora em Fátima, Medjugorge e em outras aparições.
8- Todos os meses tirar um dia para fazer momentos de deserto (clique no link para ler mais). Se puder ou preferir, a cada seis ou três meses, fazer um dia ou pelo menos meio dia de deserto (veja aqui o texto sobre o deserto).
9- Rezar diariamente a Liturgia das Horas (clique aqui para vê-la) OFÍCIO DIVINO- LIT. DAS HORAS As demais horas: liturgia das horas.
10- Leitura espiritual diária (podem ser os textos deste blog).
11 - Esforçar-se por praticar as virtudes e converter-se diariamente para uma vida mais santa, abandonar os vícios e qualquer tipo de pecado.
12- Fazer ao menos um dia de penitência por semana, talvez na sexta-feira, que pode consistir num jejum. Se não conseguir fazer o jejum, substitua-o por outra penitência, como visitar um doente, ajudar alguém, ou deixar nesse dia os doces, a carne ou algum tipo de coisa de que gosta.
13- Cuidar para não se viciar em televisão e internet. Ver só o necessário para instruir-se, partilhar as boas experiências, informar-se, ou de vez em quando relaxar um pouco a mente. Deixar definitivamente as novelas, que viciam e são perniciosas para a mente e o coração.
14 - Lembrar-se sempre que a cruz é inevitável no caminho do Reino, incluindo nela a luta contra as tentações. Diz Hebreus 12, 4: "Ainda não lutastes até o derramamento de sangue na luta contra o pecado!".v.10: ”Deus nos permite o sofrimento para purificar-nos, a fim de que possa transmitir-nos a sua santidade”.
15- Quando tiver dúvidas, escreva   para:  2011catequese@gmail.com ou deixe comentário anônimo (se preferir ) na caixa de comentários no final da página.
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EXPLANAÇÃO DO ASSUNTO

1- INTRODUÇÃO
Na História da Igreja muitos santos e santas viveram uma vida parecida com a eremítica, geralmente num cômodo ou numa edícula nos fundos de alguma outra casa de parentes ou amigos.
Alguns exemplos são o Beato Carlos de Foucauld, Santa Rosa de Lima e Santa Catarina de Sena. Estas duas últimas não foram religiosas, mas leigas que se consagraram e viviam sozinhas. Já o Pe. Carlos de Foucauld vivia numa casinha no meio da tribo Tuaregue, no Saara.
Se isso foi possível a eles, por que não para mim, para você, que às vezes sente falta de uma vida mais aprofundada de oração e às vezes vivemos um tanto isolados de tudo e de todos? O Beato Irmão Carlos de Foucauld dizia que via, numa “Vida de Nazaré”, como Jesus, Maria e José viviam, uma vida escondida, vida comum, vida de família, de oração, de trabalho, de obscuridade, de virtudes silenciosas, tendo apenas Deus e com os que vivemos por testemunhas.
Jesus viveu essa vida em Nazaré, com seus pais, durante trinta anos de sua vida terrena. Minha proposta é viver como Jesus vivia em Nazaré, na alegria e satisfação de uma vida parecida com a eremítica, a fim de sentirmo-nos realizados (as) e seguidores (as) de uma vocação, tendo a comunidade como nossa verdadeira família.
Tudo o que digo aqui é mera intuição minha, baseada na vida da Sagrada Família e na de tantas outras pessoas santas. Não vivo em congregação religiosa alguma a não ser a comunidade paroquial que frequento. Sou aposentado, passei dos 70 anos, e resolvi pensar num conjunto de regras para eu mesmo seguir. Aí pensei: por que não publicá-las, para que outras pessoas nas mesmas condições possam usufruir de uma vida eremítica, mesmo autônoma e parcial?
O eremitismo oficial, atualmente na maioria os “Eremitas Diocesanos” não me é acessível, assim como não é acessível a tantas outras pessoas. Restou-me procurar atingir o objetivo por este caminho diferente, do eremitismo autônomo. Uma das vantagens é a simplicidade deste caminho, como foi simples a vida de Jesus, sem complicações burocráticas: a gente simplesmente se consagra a Deus e vive a vida que Jesus viveu. Simples assim.
A outra vantagem é permanecermos numa vida sem orgulho e vaidade, pois não somos oficialmente reconhecidos por nenhuma autoridade. Basta que Deus saiba desta nossa opção de vida, como ocorreu com Santa Rosa de Lima, com o beato Carlos de Foucauld...
As pessoas que escolherem viver como eremitas autônomos são apenas pessoas que se consagram diariamente ao Sagrado Coração Misericordioso de Jesus e ao Imaculado Coração de Maria numa vida que busca a contemplação sem abandonar a ação, sem individualismo, sem egoísmo, sem isolamento exagerado, imitando Jesus, como num misto de Marta e Maria, buscando a própria santificação e a ajuda às demais pessoas para que também se santifiquem.
Em sua vida pública, Jesus, não podendo mais dispor da solidão física como em sua vida de Nazaré, encontrou maneiras de se isolar mesmo em meio à multidão, como em Lucas 9,18: "Certo dia Jesus orava em particular, cercado de discípulos". É o que procuro fazer: tento retira-me em espírito sem necessariamente retirar-me fisicamente.
Pretendo (nem sempre consigo) escolher Jesus, mas sempre que necessário deixar o meu isolamento, sem deixar o silêncio e a contemplação, no acolhimento dos pobres e necessitados (sejam esses necessitados pobres ou ricos), numa vida de oração e de busca da santidade, e para isso tento me revestir "Do homem novo, que segundo Deus, é criado na justiça e na santidade da verdade" (Ef 4,24). Ainda não consegui fazer isso de modo total. Creio que é uma tarefa para a vida toda.

2-ILUSÕES PERIGOSAS
Há muitas ilusões quando se refere à vida eremítica, e muitos perigos, como já percebiam santos famosos como São Basílio, Sto. Agostinho, São Bento, Carlos de Foucauld.
Thomas Merton, famoso monge norte-americano, diz, em seu livro também famoso “Homem algum é uma ilha”, à página 211:>
O ascetismo do falso solitário é sempre falso. Pretende amar os outros, mas os odeia. Pretende detestar as criaturas, mas as ama. E como as ama no mau sentido, só consegue odiá-las. Por conseguinte, a nossa reclusão, enquanto for imperfeita, há de tingir-se de amargura e desgosto, porque nos esgotará por um constante conflito. O aborrecimento é inevitável. A amargura, que não devia haver, está lá, no entanto.(...) O  verdadeiro solitário tem de reconhecer a sua obrigação de amar as pessoas e as criaturas de Deus(...),é um dever que não é nunca amargo”.
Homem algum, em todos os tempos, será capaz de viver uma vida contemplativa como Jesus. No entanto, ele nunca foi eremita totalmente. Viveu a maior parte da vida como qualquer cristão leigo vive, ou seja, a “Vida de Nazaré”, como tanto falo nos meus blogs e sites. Ele viveu 30 anos em família e 3 anos pregando. Será que isso não quer dizer nada para nós? Aliás, Thomas Merton escreve sobre isso já no fim do livro citado:
A pura solidão interior encontra-se na virtude da esperança. A esperança nos retira inteiramente deste mundo, embora aí continuemos em corpo. (...) Somos sepultados em Cristo, a nossa vida se esconde com Ele em Deus, e sabemos o que significa a liberdade em Cristo. Essa, a verdadeira solidão, em torno da qual não há disputas nem questões. A alma que então se encontrou a si mesma gravita em direção do deserto, mas não faz objeção em permanecer na cidade, porque está só em toda a parte” (Pág.. 213).
Podemos viver a contemplação em qualquer tipo de vida, bastando disciplinarmo-nos nos horários e nos nossos costumes. Dizia o Pe. René Voillaume, grande orientador e escritor, que dificilmente vai orar a pessoa que fica horas a fio sentada diante de uma televisão (livro “Irmão de Todos”, resumido no nosso site).
Outra coisa que vejo por aí é a mania de achar que as virtudes dependem só de nós. Engano! Eu lutei e batalhei como um louco (ou seria melhor como um bobo) até entender orientações bíblicas, como o salmo 126 (127):
“Se o Senhor não constrói a casa, em vão labutam os construtores; (...) É inútil que madrugueis, e que atraseis o vosso deitar para comer o pão com duros trabalhos: ao seu amado (Deus) o dá enquanto dorme!”.
1ª Pedro 5,6-7: “Humilhai-vos sob a poderosa mão de Deus, para que na ocasião própria vos exalte; lançai nele toda a vossa preocupação porque é ele quem cuida de vós!”.
Aos 23 anos eu chefiava o setor “expedição” de um Banco em São Paulo. O meu trabalho era à tarde, o mesmo que um colega fazia de manhã. A diferença entre nós é que eu buscava a ajuda de Deus no meu trabalho mas ele buscava apenas a própria força. O resultado logo se percebeu: o meu trabalho rendia mais e eu ainda tinha tempo para ir assistir as Vésperas no Mosteiro de São Bento, bem perto do Banco. Ele me perguntou, certo dia, sobre isso. Ele não entendia! Eu lhe citei, então, esse salmo acima.
Gente amiga, todos nós somos fracos e indefesos. A madre Teresa de Calcutá, ou o Papa São João Paulo II não eram mais fortes do que nós. Apenas rezavam mais do que nós e confiavam mais na Graça divina. Só isso!
Quando nos sentirmos fracos para adquirir uma virtude, peçamo-la a Deus e Ele nô-la dará. O que Jesus pede nada mais é do que “Vigiar e Orar”. O resto, ele faz. A oração, no entanto, deve ser contínua: “(...) para mostrar a necessidade de orar sempre, sem jamais esmorecer...” (Lucas 18, 1). Santo Agostinho dizia que oramos sempre quando procuramos em tudo a vontade de Deus e sempre nos conservamos na sua Graça. Aí, se nos conservarmos sem pecado, o próprio trabalho se torna uma oração.
Quanto à penitência e mortificações necessárias, não é preciso procurá-las! Elas vêm até nós! Só pelo fato de lutarmos para conservarmos ou obtermos as virtudes (essa luta é sempre confiando na graça de Deus, como eu disse acima), isso já é uma penitência.
Não adianta, por exemplo, você fazer um jejum rigoroso de alimentação e gastar um tempo precioso vendo tevê! Tenha um costume de se alimentar bem e sem exagero e isso já é uma penitência. Como dizemos na nossa Fraternidade Jesus Cáritas, que segue a espiritualidade do Beato Carlos de Foucauld, devemos sempre escolher os meios pobres, tanto de vida como de pregação. Essa escolha dos meios pobres já é uma penitência. É bom, entretanto, que façamos pelo menos um dia semanal de jejum, talvez na sexta-feira.Como eu já mencionei lá em cima, quem não consegue fazer jejum de alimentos, faça jejum de outra coisa ou se alimente frugalmente, sem carne nem sobremesa, por exemplo.
Aliás, o próprio Irmão Carlos de Foucauld era eremita no deserto do Saara, em Tamanrasset (veja no site e blog Gritar o Evangelho com a Vida), mas recebia DIARIAMENTE cerca de 50 a 60 hóspedes! E isso em pleno deserto! Ele mesmo relata isso em seus escritos. Se ele não tivesse um esquema próprio para contornar essa situação, não iria viver a contemplação.
Há um amigo meu que foi caluniado covardemente e está preso. Ele procura viver a vida parecida com a eremítica dentro do presídio, vivendo com outros vinte e quatro presos em sua cela, e mais outro tanto das outras celas. Como obter o silêncio? É quase impossível! O rádio e a tevê em último volume, e um berrando com o outro para ser ouvido. Mas ele conta passagens belíssimas de seus encontros com Deus. Ele me escreveu muito, e eu transformei essa experiência dele em poesias, como vocês podem ver no nosso site Vivendo Nazaré. Também podem ser vistos os relatos da prisão.
Concluindo: o demônio nos rodeia como leão, pronto para nos devorar, como diz a 1ª carta de Pedro. Ele coloca muitas mentiras em nossa mente, a fim de nos conquistar. O critério para nossa ação deve ser a mesma de Jesus: a pessoa do irmão. Essa é a forma de sabermos se nossas aspirações são corretas, são de acordo com a vontade divina.
Termino com outra frase desse monge magnífico, o Thomas Merton:
“Se amo os outros em Deus, posso encontrá-los sem me afastar de Deus. Se busco a Deus nos outros, encontro-O  sem me afastar deles. Nos dois casos, quando a caridade é plenamente madura, o irmão que amo não representa para mim uma distração de Deus, em quem termina o meu amor.”.
Minha foto
3- CONSAGRAÇÃO DIÁRIA
CONSAGRO-ME AO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS E AO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA (COMO EREMITA DE JESUS MISERICORDIOSO) POR UMA VIDA DE ORAÇÃO E CONTEMPLAÇÃO, DE CONVERSÃO CONTÍNUA. IMPLORO HUMILDEMENTE A GRAÇA DA PERSEVERANÇA NA FÉ, NA ESPERANÇA E NA CARIDADE, E O ARREPENDIMENTO SINCERO DE TODOS OS MEUS PECADOS, PARA QUE EU POSSA CONTINUAR AMANDO, ADORANDO E SERVINDO A SANTÍSSIMA TRINDADE AGORA E NO PARAÍSO, APÓS A MINHA MORTE, COM TODOS OS DEMAIS. POR CRISTO, COM CRISTO E EM CRISTO, QUE VIVE E REINA COM O PAI E O ESPÍRITO SANTO PARA SEMPRE. AMÉM

4-ORAÇÃO DO ABANDONO

MEU PAI, A VÓS ME ABANDONO. FAZEI DE MIM O QUE QUISERDES. O QUE DE MIM FIZERDES, EU VOS AGRADEÇO. ESTOU PRONTO PARA TUDO, ACEITO TUDO, CONTANTO QUE A VOSSA VONTADE SE FAÇA EM MIM E EM TODAS AS VOSSAS CRIATURAS, NÃO QUERO OUTRA COISA, MEU DEUS. ENTREGO A MINHA VIDA EM VOSSAS MÃOS. EU VÔ-LA DOU, MEU DEUS, COM TODO O AMOR DE MEU CORAÇÃO, PORQUE EU VOS AMO E PORQUE É PARA MIM UMA NECESSIDADE DE AMOR DAR-ME, ENTREGAR-ME EM VOSSAS MÃOS SEM MEDIDA, COM INFINITA CONFIANÇA, PORQUE SOIS MEU PAI (do Irmão Carlos de Foucauld)

5- FAÇA UM HORÁRIO
Outra coisa importante para quem quiser viver uma vida de tipo eremítica, é planejar um horário e segui-lo. Deixe-o num lugar visível.
Veja como o Irmão Carlos de Foucauld fazia o seu horário. Não é preciso que você o imite, mas é uma base para fazermos o nosso! Lembro que ele morava no deserto! Clique no link: DIA BÁSICO DE C. DE FOUCAULD
OUTROS LINKS IMPORTANTES:
liturgia das horas. (para as demais horas)
momentos de deserto


DIA BÁSICO DE CARLOS DE FOUCAULD

O Beato Irmão Carlos de Foucauld, eremita, fez para si mesmo um horário  e o cumpria. Ei-lo:

O DIA BÁSICO DO IR. CARLOS DE FOUCAULD
30/09/1902
4hs – Levantar-se. Ângelus, Veni Creatur, Prima, Terça, Missa em ação de graças.
6hs – Tâmaras ou figos e disciplina (penitência)
6:15 – (mais ou menos) – 1hora de adoração ao Santíssimo sacramento
7:15 – Trabalho manual ou equivalente (correspondência, cópia de várias coisas, trechos de certos autores que são para conservar, leitura em voz alta ou explicação do catecismo a uma ou outra pessoa).
11:00 – Ângelus e Veni Creator. (Em seguida consagro a Deus a primeira parte da tarde, no Santíssimo, menos uma hora que reservo para conversas necessárias, respostas a dar aqui e acolá, cozinha, sacristia, necessidade da casa e esmolas.
De 12 às 12:30 -  Adoração
12:30 – Via- Sacra, orações modais, leitura de algum capítulo do AT ou NT, Imitação de Cristo, algumas páginas de autores espirituais como Santa Teresa, São João da Cruz, São João Crisóstomo etc.
13:00 – Meditação escrita do Santo Evangelho.
14:00 – Teologia moral e dogmática
14:30 – Leitura para um rapaz negro de 15 anos, que quer converter-se (até às 15:30 hs)
15:30 – Contemplação
17:30 – Vésperas
18:00 – Ceia –(partilhada como rapaz de 15 anos, Paulo, e uma outra pessoal
19:00 – Evangelho explicado a alguns soldados, orações e bênção do Santíssimo com Cibório, mais Ângelus e o Veni Creator. Os soldados partem. Conversa com as crianças ao ar livre.
20:00 – Rosário, completas
20:30 – Repouso.
MEIA-NOITE – Veni Creator, Matinas, Laudes
01:00 – Retorno ao repouso

quinta-feira, 13 de julho de 2017

IGREJAS E PADRES POBRES

Do padre Fernando Cardoso, 13/07/17, 5ª feira da 14ª semana do tempo comum




Papa: Deus dê aos sacerdotes a coragem da pobreza cristã

A celebração na Casa Santa Marta
18/11/2016 10:28


Cidade do Vaticano (RV) - As pessoas não perdoam um sacerdote apegado ao dinheiro, que o Senhor nos dê a graça da pobreza cristã: foi o que disse o Papa durante a Missa na Casa Santa Marta da sexta-feira, (18/11). Concelebraram com Francisco os secretários dos núncios apostólicos, presentes  no Vaticano para o seu Jubileu.

No Evangelho do dia, Jesus expulsa os mercantes do Templo que transformaram a casa de Deus, um lugar de oração, num “covil de ladrões”.

   “O Senhor – explicou o Papa – nos faz entender onde está a semente do anticristo, a semente do inimigo, a semente que estraga o seu Reino”: o apego ao dinheiro. “O coração apegado ao dinheiro é um coração idolatra”. Jesus diz que não se pode servir dois senhores, dois patrões”, Deus e o dinheiro. O dinheiro – afirmou o Papa - é “o anti-Senhor”.

Mas nós podemos escolher:

“O Senhor Deus, a casa do Senhor Deus, que é casa de oração, de encontro com o Senhor, com o Deus do amor. E o senhor-dinheiro, que entra na casa de Deus, sempre tenta entrar. E essas pessoas que trocavam moedas ou vendiam coisas, mas, alugavam aqueles lugares, eh?: aos sacerdotes … alugavam para os sacerdotes, depois entrava o dinheiro. Este é o senhor que pode arruinar a nossa vida e pode nos conduzir a acabar com a nossa vida, sem felicidade, sem a alegria de servir o verdadeiro Senhor, que é o único capaz de nos dar a verdadeira alegria”.
”É uma escolha pessoal” – afirmou o  Papa, que perguntou: “Como é a atitude de vocês em relação ao dinheiro? São apegados ao dinheiro?”:

Percepção:

"O Povo de Deus, que tem uma grande percepção de aceitar como em louvar e condenar - porque o Povo de Deus tem a capacidade de condenar -, perdoa as tantas fraquezas e pecados dos sacerdotes. Porém, não pode perdoar dois: o apego ao dinheiro, quando o vê interessado apegado ao dinheiro: isso ele não perdoa; e o maltrato aos fiéis: isto o Povo de Deus não suporta e não perdoa. Outras coisas, outras fraquezas, outros pecados não lhe estão bem, mas pobre homem é solitário... enfim, busca justificá-lo. Mas, a condenação não é tão forte e definitiva: o Povo de Deus é capaz de entender tudo isso. O estado de poder que o dinheiro tem pode levar um sacerdote a ser dono de uma empresa ou ser um príncipe e assim por diante...".

O Papa recordou os ídolos que Raquel, mulher de Jacó, mantinha escondidos:

"É triste ver um sacerdote que chega ao fim da sua vida, quando está em agonia ou em coma, e seus familiares estão ao seu lado como abutres, aguardando para ver o que lhes sobra. Procurem fazer um favor ao Senhor, como um verdadeiro exame de consciência: “Senhor, vós sois o meu Senhor”! Como Raquel, eliminemos os nossos deuses ocultos no coração, o ídolo do dinheiro”.
Assim, o Papa convidou todos a serem corajosos, a fazer escolhas. Façam escolhas justas! Que tenham o dinheiro suficiente, que faz um trabalhador honesto; fazer as devidas economias como um trabalhador honesto. Mas, é inadmissível a idolatria, os interesses pessoais. Que o Senhor dê a todos nós a graça da pobreza cristã".



"Que o Senhor - concluiu o Papa – nos dê a graça da verdadeira pobreza de um trabalhador, que labuta e ganha o necessário e nada mais”.